terça-feira, 7 de maio de 2013

Você conhece a Doença de Buerger? Alerta aos tabagistas.

    A doença de Buerger (tromboangeíte obliterante) é a obstrução de artérias e veias de pequeno e médio calibre por uma inflamação causada pelo tabagismo. Esta doença afeta predominantemente os indivíduos do sexo masculino, tabagistas e com idade entre 20 e 40 anos. Apenas 5% dos indivíduos afetados são do sexo feminino. Embora não se conheça exatamente a causa dessa doença, apenas os tabagistas são afetados e a persistência no vício agrava o quadro. O fato de apenas um pequeno número de tabagistas apresentar a doença de Buerger sugere que algumas pessoas são mais suscetíveis. No entanto, não se sabe a razão pela qual nem como o tabagismo causa esse problema.


Sintomas

Os sintomas da diminuição da irrigação sanguínea aos membros superiores e inferiores surgem de forma gradual, iniciando nas pontas dos dedos das mãos ou dos pés e progredindo na direção proximal pelos membros superiores e inferiores, até que, finalmente, ocorre a gangrena. Cerca de 40% das pessoas acometidas pela doença de Buerger apresentam episódios de inflamação nas veias – particularmente nas veias superficiais – e nas artérias dos pés ou das pernas.

    O membro afetado pode apresentar diminuição da temperatura, insensibilidade, dormência, formigamento ou sensação de queimação antes que o médico observe qualquer sinal. Freqüentemente, os indivíduos afetados apresentam o fenômeno de Raynaud e câimbras musculares, geralmente no arco dos pés ou nas pernas, e, mais raramente, nas mãos, nos braços ou nas coxas. Com o agravamento da obstrução. a dor torna-se mais intensa e persistente. No início da doença, o paciente pode apresentar úlceras e/ou gangrena. A mão (ou o pé) torna-se fria, apresenta uma sudorese profusa e torna-se azulada, provavelmente devido à reação nervosa à dor persistente e intensa.



Diagnóstico

Em mais de 50% dos casos, o pulso é fraco ou ausente em uma ou em mais artérias dos pés ou dos punhos. Freqüentemente, as mãos, os pés, os dedos das mãos ou dos pés afetados tornam-se pálidos ao serem elevados acima do nível do coração e tornam-se vermelhos quando colocados abaixo desse nível. Os indivíduos afetados podem apresentar úlceras cutâneas e gangrena, geralmente de um ou mais dedos (das mãos ou dos pés). Estudos ultra-sonográficos revelam uma queda acentuada da pressão sanguínea e do fluxo sanguíneo nos pés, mãos e dedos dos pés e das mãos afetados. As angiografias (radiografias das artérias) revelam as artérias obstruídas e outras anormalidades da circulação, especialmente nas mãos e nos pés.




Tratamento

O indivíduo com doença de Buerger deve parar de fumar ou, caso contrário, seu estado irá piorar de forma inexorável e, em última instância, será necessária a realização de uma amputação. Além disso, ele deve evitar a exposição ao frio; lesões devidas ao calor, ao frio ou a substâncias, como o iodo ou ácidos, utilizadas no tratamento de calos e ceratoses; lesões causadas por sapatos apertados ou pequenas cirurgias (por exemplo, a redução de calosidades); infecções por fungos; e medicamentos que possam levar a uma constrição dos vasos sanguíneos (vasoconstritores).

São recomendadas caminhadas durante 15 ou 30 minutos, duas vezes ao dia, exceto para os indivíduos com gangrena, úlceras ou que sintam dor em repouso. Estes podem necessitar de repouso ao leito. Eles devem proteger os pés com faixas providas de almofadas no calcanhar ou com botas de espuma de borracha. A cabeceira da cama pode ser elevada com calços de 15 a 20 centímetros, para que a força da gravidade facilite o fluxo sanguíneo através das artérias. O médico pode prescrever pentoxifilina, antagonistas do cálcio ou inibidores plaquetários (p. ex., aspirina), especialmente quando a obstrução é decorrente de um espasmo.

Para aqueles que abandonaram o tabagismo, mas ainda apresentam oclusão arterial, os cirurgiões podem melhorar o fluxo sanguíneo através da secção de determinados nervos vizinhos, visando impedir o espasmo. Raramente, os cirurgiões realizam enxertos de derivação (bypass), pois as artérias afetadas por essa doença são muito pequenas.



Fonte:

DOENÇA DE BUERGER, Diesponivel em <http://cardiologia.facafisioterapia.net>


domingo, 28 de abril de 2013

Um novo olhar sobre a Fisioterapia

A princípio, toda intervenção fisioterapêutica deveria ter a natureza “clínica”.Esta filosofia de gerir a assistência fisioterapêutica, todavia, distancia-se de práticas massificadas predominantes e se caracteriza por abordagens mais resolutivas e personalíssimas, em que cada caso tem suas particularidades observadas e consideradas para a administração de projetos de intervenção mais resolutivos.
O enfoque de Fisioterapia Clínica visa desenvolver/administrar os conhecimentos diagnósticos, propedêuticos e terapêuticos de forma articulada, favorecendo o estabelecimento de uma prática profissional autônoma, com alta resolutividade, propiciando o melhor resultado no menor prazo possível, na atenção ao paciente/cliente.
Considerando o respeito merecido por cada paciente/cliente e que cada indivíduo apresenta peculiaridades e uma apresentação única de suas disfunções cinesiológicas funcionais, tal abordagem tipifica a apresentação da assistência fisioterapêutica à sociedade de forma mais refinada, utilizando recursos estado-de-arte.
É importante que os planos de saúde passem a acatar as consultas, solicitações de exames e indicações terapêuticas de fisioterapeutas. Isto ocorre ao arrepio dos interesses sociais, aliado à política remueratória defasada, dificulta a população de receber uma atenção mais resolutiva. Tal prática obriga um grande numero de profissionais a administrar uma multiplicidade de pacientes em atendimentos simultâneos, o que leva à desassistência e ao descrédito. Some-se ainda ao desrespeito das operadoras ao acatamento das prescrições fisioterapêuticas, prestação e remuneração de de consultas e solicitação de exames complementares necessários à elaboração do diagnóstico cinesiológico funcional de cada paciente/cliente.
A prática profissional nos moldes da Fisioterapia Clínica é praticada hoje por uma elite de profissionais fisioterapeutas no Brasil, que fugiram do lugar comum e especializaram-se e adquiriram competências clínicas assistenciais mais complexas e avançadas, sobretudo em outros países. Destacamos a necessidade de implantar-se os avanços tecnológicos, desenvolver procedimentos  de emergência e reanimação em UTIs, serviços de emergência, clínicas e consultórios, realização de exames complementares, tais como baropodometria, ultra-sonografia cinesiológica e outros.
Trata-se pois do exercício profissional em bases de plena autonomia, com a obtenção de resultados assistenciais expressivos dentro da ética e dos princíos das boas práticas profissionais.


FONTE
Sociedade Brasileira de Fisioterapia –www.sbf.org.br

quarta-feira, 20 de março de 2013

Solidariedade Já! Campanha FisioVida - Faça parte você também!


O Blog do Cássio Diêgo Gostaria de convocar a todos para colaborar com a campanha de arrecadaçao de água mineral, alimentos, roupas e calçados que os amigos da FisioVida estão realizando, estamos sensibilizados com a Seca que está castigando o interior do nosso Ceará. Qualquer doação será bem-vinda. Lembrem… o que você pode achar que é pouco e sem importância  para quem esta precisando já é muito e essencial. Dicas de doações: Garrafas d’agua de 1,5L, 5L, garrafoes de 20L Leite Arroz, feijão  macarrão  e alimentos pre-preparados com validade estendida Bolachas e biscoitos Roupas e Calçados Outros itens que você achar importante e puder disponibilizar para doação. as doações podem ser entregues na sede da FisioVida, na rua Isac Meyer 83, entre Santos Dumont e Costa Barros. Segunda a sexta de 6h as 21h, e sábado de 7h as 12h. Contato: 3248-0075 // 3094-5654 Contamos com você.


"Quem se apieda do necessitado empresta ao Senhor, que lhe restituirá o benefício."            Provérbios, Cap. 19; versículo 17.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Fast food aumenta risco de asma, rinite e eczema em crianças e adolescentes


Estudo mostrou que consumir esse tipo de alimento ao menos três vezes por semana pode aumentar em até 39% as chances de um jovem ter quadros graves de uma dessas doenças


Comer fast food com frequência expõe as crianças a uma série de riscos à saúde, seja aumentando o risco de obesidade ou de serem afetadas por doenças associadas ao excesso de peso. Agora, um novo estudo desenvolvido na Nova Zelândia apontou para outros prejuízos do hábito: jovens que consomem fast food ao menos três vezes por semana têm um maior risco de apresentar quadros graves de asma alérgica, eczema (irritação ou inflamação da pele) e rinite. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no periódico Thorax, do grupo British Medical Journal (BMJ).

Para realizar o estudo, pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, se basearam nos dados de aproximadamente 320.000 jovens de 13 a 14 anos e de 181.000 crianças de seis a sete anos de idade. Todos esses participantes haviam sido selecionados para o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (Isaac, sigla em inglês), o maior levantamento do tipo, feito a partir de uma parceria entre 100 países. 

Nesse estudo, os pais dos jovens relataram se os seus filhos apresentaram, nos últimos 12 meses, sintomas de asma, rinite, conjuntivite ou eczema — e, em caso positivo, eles descreveram a frequência e a gravidade desses sinais. Eles também descreveram os hábitos alimentares das crianças e adolescentes durante o mesmo período, relatando especificamente o consumo de  carne vermelha, peixe, frutas, legumes, cereais, pão, macarrão, arroz, margarina, batata, leite, ovos e fast food.
Diante desses dados, os autores do estudo observaram que o fast food foi o único tipo de alimento que se relacionou à incidência e a uma maior gravidade de sintomas de asma, eczema e rinite em ambas as faixas etárias e independentemente de gênero ou do país em que a pessoa vivia. Segundo os resultados, consumir fast food ao menos três vezes por semana, em comparação com não consumir nunca, aumentou em 39% o risco de os adolescentes apresentarem a forma grave de um desses três problemas. Entre as crianças, essa chance foi 27% maior.
Benefícios — No estudo, os autores também descobriram que, por outro lado, as frutas parecem ter um efeito protetor contra essas doenças. Segundo os resultados, comer três ou mais porções desses alimentos por semana já reduz em 11% e 14% a gravidade dos sintomas em adolescentes e crianças, respectivamente.
Para os pesquisadores, esse achado reforça a possibilidade de um efeito causal do fast foodsobre essas doenças. Eles acreditam que essa relação se deve ao fato de que esse tipo de alimentação, por ser rico em gorduras saturadas, prejudica o sistema imunológico — efeito contrário do provocado pelas frutas, que o protegem.


CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: revista Thorax

Quem fez: Philippa Ellwood, Innes Asher, Luis García-Marcos, Hywel Williams e equipe

Instituição: Universidade de Auckland, Nova Zelândia

Dados de amostragem: 320.000 jovens de 13 a 14 anos e 181.000 crianças de seis a sete anos

Resultado: Comer fast food mais do que três vezes por semana aumenta em 39% o risco de adolescentes terem quadros graves de asma, rinite ou eczema. Em crianças, esse risco é 27% maior.



Fonte: Veja.com

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Caminhar 2 horas por semana reduz risco de AVC em mulheres


As mulheres que caminham têm 30% menos chances de ter um AVC, mas precisam fazer isso durante duas horas na semana.




De acordo com um estudo norte-americano, mulheres que tem o hábito de caminhar diariamente têm menos risco de desenvolver um AVC. E não precisa ficar horas fazendo exercícios para chegar nesse resultado, pois quem faz três horas de caminhada em dias seguidos (1 hora por dia, por exemplo), já consegue ficar nesse grupo. Mas, o ideal é fracionar o exercício ao longo da semana, em pelo menos cinco dias corridos.

Mulheres que caminham mais de duas horas na semana têm 30% menos risco de AVC

A frequência com que as mulheres fazem caminhadas diminui também as formas do AVC: isquêmica e hemorrágica. Os pesquisadores observaram as várias formas de andar como meio de exercício e constataram que as que andaram mais de duas horas tiveram risco 30% menor, em comparação com as que não faziam atividade física durante a semana. Por isso, quem investe em 3 horas de caminhadas semanais eleva muito esse índice.

Caminhada rápida diminui pela metade o risco de síndrome metabólica



O novo estudo realizado pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, apontou que a prática de duas horas semanais de atividades físicas como corrida de carga moderada ou caminhada rápida pode chegar a diminuir pela metade o risco de síndrome metabólica, influenciando também na probabilidade de ter doenças cardiovasculares e derrame cerebral.

Porém, os autores do estudo alertam que a fonte do benefício está na intensidade da atividade física, e não no tempo de duração. Ou seja, que não é para ficar várias horas seguidas correndo ou caminhando.

Respeite os limites do seu corpo sem deixar de se exercitar.






Fonte: Mundo Das Tribos / R7

sábado, 29 de dezembro de 2012

Por uma Fisioterapia mais Justa e Digna!

Queridos amigos, leitores do nosso blog, vejam a imagem a baixo e vamos participar, vamos apoiar esta iniciativa de coragem, juntos podemos mais, por uma Fisioterapia mais digna e justa, por uma entidade de representação de nossa classe que sofre com tantos abusos e afrontas diretas. abraços!



Estou nessa luta, pois juntos podemos mais, acredito que podemos mudar a deplorável situação que estamos enfrentando.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Fisioterapia nas Alterações da função pulmonar no pós-operatório de cirurgia cardíaca


Considerando-se que complicações pulmonares de significado clínico estão relacionadas às mudanças observadas na função pulmonar, após uma cirurgia cardíaca, como descrito nos dois últimos artigos (COMPLICAÇÕES PULMONARES RELACIONADOS A CIRURGIA CARDÍACA) ; (FATORES RELACIONADOS À CIRURGIA CARDÍACA QUE INTERFEREM NA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA), minimizar tais alterações pode evitar repercussões pulmonares mais graves.  Inúmeras referências cientificas demonstraram melhor evolução pulmonar com a fisioterapia respiratória. No Pós-operatório, o tratamento fisioterápico inclui padrões respiratórios, inspirômetro de incentivo, pressão positiva nas vias aéreas, manobras de higiene brônquica e treinamento muscular respiratório.

CINESIOTERAPIA RESPIRATÓRIA

É a terapia de exercícios respiratórios específicos ensinados aos pacientes, visando a reexpansão pulmonar localizada e direcionados na região a ser ventilada. Promovem padrões normais relaxados, minimizando muitas vezes o trabalho respiratório. A cinesioterapia associada a alguma manobra de higiene brônquica facilita muita a limpeza pulmonar.

Os exercícios que priorizam a respiração diafragmática são altamente benéficos no pós-operatório, principalmente nas cirurgias cardíacas. Pacientes idosos, obesos, com pneumopatia e/ou que tenham de ficar restrito ao leito por mais de 24 horas devem ser estimulados a aprender adequadamente o exercício e repeti-lo mesmo quando o fisioterapeuta não estiver presente.

A respiração chamada de mantida ou sustentada é aquela em que se realiza uma inspiração profunda, pelo nariz, fazendo um importante trabalho diafragmático, mantendo-se os pulmões insuflados ao máximo, por aproximadamente 5 a 8 segundos (Knobel, 2002).

A inspiração máxima sustentada até a capacidade pulmonar total (CPT) é descrita, como um padrão respiratório terapêutico, para reexpandir alvéolos colapsados, em razão do aumento da pressão transpulmonar mantido pela pausa pós-inspiração, o que leva ao aumento da CRF, assegurando, assim maior estabilidade alveolar (Matos et alii, 2003).

Estudos mostram que há redução na incidência de complicações pulmonares e da necessidade de reintubação dos pacientes, sendo menos traumáticos do que outras técnicas usualmente empregadas, estudando 40 pacientes no pós-operatório de cirurgia cardíaca aberta sobre os efeitos dos exercícios respiratórios na prevenção de complicações pulmonares.


 INSPIROMETRIA DE INCENTIVO

 

Na prática clínica, um recurso instrumental largamente utilizado para induzir inspiração máxima sustentada é o inspirômetro de incentivo. Durante a inspiração visualiza-se o deslocamento de um êmbolo ou esfera contido no dispositivo, por meio de um volume inspirado (orientado a volume) ou fluxo gerado (orientado a fluxo).

Os objetivos fisiológicos da inspirometria vão desde aumentar a pressão transpulmonar e os volumes inspiratórios, melhorar o desempenho muscular inspiratório, até reestabelecer o padrão de expansão pulmonar, o que pode beneficiar o mecanismo de tosse. O inspirômetro de incentivo tem sido largamente utilizado na prevenção e no tratamento de complicações pulmonares após cirurgia cardíaca. Vários estudos foram realizados para avaliar sua eficácia ou compará-lo a outras formas de tratamento, como um adjunto terapêutico, na profilaxia de complicações pós-operatórias.

Uma vantagem potencial da inspirometria é que os pacientes podem assumir maior grau de independência em seu tratamento. Muito do sucesso dessa abordagem fisioterápica depende da instrução correta dada ao paciente e de sua compreensã. A terapia pré-operatória deve ser iniciada, no mínimo 24 a 48 horas antes da cirurgia, a fim de permitir familiarização com o recurso, uma vez que, no período pós-operatório, a educação do paciente em relação à terapia pode ser mais difícil, em razão da dor ou de outros fatores restritivos.

Estudos realizados concluíram que os exercícios respiratórios realizados tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório de cirurgia cardíaca foram responsáveis pela menor incidência de complicações pulmonares e, pelo menor tempo de intubação.
  
Trabalhos realizados relatam que esta técnica é responsável, por aumentar a produção de surfactante, por melhorar a oxigenação e fazer a reexpansão.

  

VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA

 - CPAP



Trata-se de uma modalidade ventilatória na qual é aplicada uma pressão contínua nas vias aéreas durante todo o ciclo respiratório, ou seja, pressão inspiratória igual à pressão expiratória. A utilização de CPAP é dependente do esforço respiratório inicial do paciente, que deve se mostrar cooperativo e apresentar respiração espontânea eficaz, não sendo efetiva durante períodos de apnéia.

A CPAP tem sido amplamente utilizada no tratamento das complicações respiratórias no pós-operatório de cirurgias cardíacas. Os resultados de um estudo realizado nos Estados Unidos, em 1985, mostraram que a CPAP é utilizada em 25% dos hospitais para o tratamento de atelectasias pós-cirúrgicas.  A utilização dessa terapêutica promoverá a normalização mais rápida da função pulmonar, o que implica a diminuição de complicações pulmonares clinicamente importantes.

Azeredo, afirma que a CPAP é de grande utilidade no tratamento de pacientes afetados pela hipoxemia e pela hipercapnia, já que melhora as trocas gasosas, a complacência pulmonar, a mecânica respiratória, a pao2 e a oxigenação tecidual.

Na profilaxia da insuficiência respiratória aguda, encontramos a mais importante indicação terapêutica da CPAP. A principal finalidade da aplicação reside no fato de que, níveis de PEEP em respiração espontânea podem combater a hipoxemia arterial, por meio de aumento da CRF, aumento da superfície alveolar para as trocas, aumento da pressão intra-alveolar, aumento do volume alveolar, recrutamento alveolar, aumento na relação V/Q, redistribuição da água extravascular.
  
Alguns outros estudos sugerem que o início da aplicação do CPAP deve se dar nas primeiras horas após a cirurgia. Isso parece ser importante devido à maior instabilidade alveolar presente nesse período, como conseqüência das alterações da anestesia. 
 - BIPAP

A BIPAP (bi-level positive airway pressure; BiPAP System) é uma modalidade ventilatória pressórica utilizada no pós-operatório de cirurgia cardíaca, que permite ajuste de pressão positiva durante a inspiração e a expiração de forma independente. Esses ventiladores ciclam dois níveis de pressão positiva: um nível pressórico mais elevado durante a inspiração, que auxilia a ventilação, e outro menor durante a expiração.

Um estudo comparando o CPAP com o BIPAP no pós-operatório de cirurgia cardíaca concluíram que, o BIPAP podia ser considerado melhor do que o CPAP, para diminuir o trabalho respiratório, diminuindo a frequência respiratória sem causar mudança na PaCO2.


MANOBRA DE HIGIENE BRÔNQUICA
  
As manobras de higiene brônquicas correspondem a um conjunto de técnicas para garantir a permeabilidade das vias aéreas, promovendo condições para uma adequada ventilação e prevenção de infecções respiratórias.
   
As técnicas empregadas em pacientes após cirurgias cardíacas observaram, que a postura de drenagem e a percussão torácica eram consideradas intoleráveis pelos pacientes durante este período e, que, além disto, a percussão piorava a hipoxemia.

A tosse é uma manobra de expiração forçada, voluntária ou não, que visa eliminar secreções pulmonares, que será mais eficaz quanto maior o volume de ar inspirado e a força dos músculos abdominais. Quando associada a exercícios respiratórios há uma diminuição significativa de complicações pulmonares pós-cirurgia cardíaca, sem levar danos à oxigenação sanguínea.


 TREINAMENTO MUSCULAR RESPIRATÓRIO
  
Os músculos respiratórios podem ser treinados e, portanto, podem aumentar sua força por meio de um programa de treinamento com carga adequada, evitando-se, com isso, a fadiga muscular respiratória. Para o treinamento muscular respiratório, utiliza-se, a técnica de respirar contra uma pressão sustentada, preestabelecida, com uma porcentagem da Pimáx.
                                          
No pós-operatório de cirurgia cardíaca é comum ocorrerem mudanças no padrão respiratório, incoordenação muscular e diminuição da complacência pulmonar devido às alterações nas propriedades mecânicas do pulmão e da parede torácica. Esses elementos se somam para diminuir a função pulmonar e a força muscular respiratória, de maneira a comprometer a recuperação do paciente, em pós-operatório de cirurgia cardíaca, pois a manutenção da força muscular respiratória adequada é essencial para a ventilação pulmonar e para a facilitação da desobstrução das vias aéreas.

Há diminuições significativas na Pimáx e Pemáx, no pós-operatório de cirurgia cardíaca, em relação aos valores do pré-operatório e, que tais alterações são possíveis de serem minimizadas e/ ou revertidas, por intermédio do treinamento muscular respiratório, em pacientes no período pós-operatório.

O treinamento muscular respiratório, além do efeito sobre esta musculatura, tem efeito benéfico ou preventivo na permeabilidade das vias aéreas e na amplitude dos movimentos toraco-abdominais.



Vale ressaltar que, o tratamento Fisioterapeutico não se restringe apenas ao que foi exposto aqui, deve-se realizar uma avaliação minuciosa e elaborar um plano de tratamento individualizado e personalizado de acordo com o quadro clinico do paciente, traçando metas de acordo com seu plano de tratamento, o que está exposto aqui relatamos apenas algumas técnicas de Fisioterapia Respiratorio, não excluindo do tratamento o condicionamento físico do paciente e exercícios de acordo com a evolução do tratamento.






REFERÊNCAS


- AZEREDO, C.A.C. Fisioterapia Respiratória Moderna, 4. ed., São Paulo: Manole, 2002.
- FERREIRA, F.R., MOREIRA, F. B., PARREIRA, V.F. Ventilação não invasiva no pós-operatório de cirurgias abdominais e cardíacas: Revisão da Literatura. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 6, n. 2, p. 47-54, Minas Gerais, 2002 . 
- GARCIA. R.C. P., COSTA, D. Treinamento muscular respiratório em pós-operatório de cirurgia cardíaca eletiva.  Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 6 n. 3 p. 139-146, São Paulo, 2002. 
- PRYOR, J. Fisioterapia para problemas respiratórios e cardíacos. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, pp. 97-111, 2002. 
- SCHWAN, M.T; DALVIN, R. P., DUARTE, H. Alterações da função pulmonar e atuação fisioterapêutica em pós-operatório de cirurgia cardíaca: Revisão bibliográfica. 
- STOCK, P., Manual de suporte ventilatório. 2. ed. São Paulo: Manole, 1999.