terça-feira, 20 de novembro de 2012

AVC/AVE Causas, Sintomas, Tratamentos e Prevenção

O Acidente Vascular Cerebral - AVC, ou derrame cerebral, ou Acidente Vascular Encefálico - AVE, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada.


Tipos de AVC

  • Isquêmico: entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro
  • Hemorrágico: rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro.



O AVC pode aparecer ‘do nada’ e levar a pessoa a morte ou então deixar marcas ruins para o resto da vida. Apesar do nome ser bastante comum em nosso dia a dia muita gente não sabe de detalhes importantes sobre o problema.

Por exemplo, você sabia que a cada oito casos, um tem uma espécie de alerta anterior que se for percebido e cuidado pode salvar a vida da pessoa?

Existem sintomas anteriores ao AVC? Quais são? O que fazer quando senti-los?
Pode ocorrer antes de um episódio isquêmico uma espécie de alerta, que é chamado Ataque isquêmico transitório (pesquisa canadense mostra que acontece em 1 a cada 8 casos). Isso ajuda a preveni-los, uma vez que é instituída a medicação precocemente. Os sintomas são similares aos do AVC, mas com intensidade menor e costumam ser passageiros (não durando mais que 24 horas). Podem ocorrer formigamentos, dores de cabeça, tonturas, esquecimento, dificuldade para falar. Quando ocorrerem, independente do tipo, se transitório ou o próprio AVC isquêmico, o indivíduo deve ser levado imediatamente ao hospital para ser diagnosticado e tratado adequadamente.

Conheça mais alguns sintomas de AVC

  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos
  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem
  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente
  • Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
O AVC é mais comum em pessoas que tem fatores de risco como história familiar, diabetes,obesidade, hipertensão arterial, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo estresse. Em relação a idade, depende desses fatores. O que se sabe é que tem ocorrido cada vez mais cedo, tendo em vista o tipo de vida dos nossos jovens. Acima dos 50 anos ocorre um aumento da incidência natural.

O AVC é a principal causa de incapacidade funcional no mundo. A OMS estima que mais de 5 milhões de pessoas morram a cada ano por causa de AVCs. No Brasil o AVC é responsável por 30% dos óbitos do país. Dos que sobrevivem 50% morrem após 1 ano, 30% necessitam de auxílio para caminhar e para tarefas básicas e 20% ficam com sequelas graves.
Os riscos independem da idade. Devem ser observados os fatores de risco individuais como histórico familiar, hipertensão arterial, diabetes. A gravidade depende das artérias envolvidas e do território cerebral que sofreu a lesão. Isto é que determina a gravidade da lesão.
Tratamento do AVC
O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, FISIOTERAPEUTAS, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.
Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.
A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular,depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.
Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.
Prevenção
Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.
praticar exercícios regulares, controlar o peso, alimentação balanceada evitando o consumo de alimentos com gorduras saturadas e trans, não fumar, evitar o excesso de álcool e controlar o estresse. Se tiver mais de 40 anos é importante realizar, pelo menos uma vez por ano, check ups, com controles de pressão arterial, dosagem de glicose e colesterol no sangue. No caso das pessoas com diagnóstico de hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto ou qualquer doença do coração é necessário fazer acompanhamento médico para controle dessas patologias.




Referências
ALVAREZA, Larissa. AVC: Sinais e cuidados, disponivel em <http://vilamulher.terra.com.br> acesso em 20 Nov 2012.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Entenda a diferença entre tendinite e bursite


Ambas são processos inflamatórios e possuem sintomas bem parecidos. A tendinite é uma inflamação do tendão, caracterizada por inchaço, calor e vermelhidão na área afetada. Já a bursite é a inflamação da bursa (uma "bolsa" cheia de líquido que tem a função de proteger os tecidos ao redor das articulações do corpo), e que se localiza em ombros, cotovelos, quadril, joelhos.

"A bursite é uma inflamação secundária. Ela só acontece após uma lesão no tendão que ela protege (tendinite)", explica o ortopedista do Einstein, Dr. Eduardo Carrera.
As inflamações nos tendões podem ocorrer por diferentes motivos, como excesso de uso (esporte) e sobrecarga, processos traumáticos, e até mesmo em função de outras doenças, como a artrite reumatoide.

Pessoas e profissões mais afetadas

De acordo com o Dr. Carrera, cada articulação pode desenvolver um tipo de tendinite, isso vai depender da atividade diária do paciente. Por exemplo, jogadores de futebol provavelmente irão ter processos inflamatórios nos membros inferiores, enquanto um tenista tende a desenvolver lesões nos membro superiores (pernas, tornozelos e pés) e no quadril.
As profissões mais afetadas pelas tendinites de ombro são aquelas em que o indivíduo trabalha com o braço acima da cabeça (professores, trabalhadores braçais, pintores etc.) e esportistas que fazem movimentos de arremesso. As tendinites são muito comuns em idosos pelo fato de estarem diretamente ligadas ao processo degenerativo, tanto biológico quanto fisiológico, do corpo.
"A evolução da tendinite é a ruptura do tendão, como consequência das lesões degenerativas, que por sua vez são consequências de processos inflamatórios de repetição, explica o Dr. Carrera.
As tendinites de ombro ocorrem geralmente em pessoas com menos de 50 anos. Já as roturas, em pessoas a partir dos 60 anos, em função dos processos inflamatórios coexistentes.
"Existe um falso conceito popular que nomeia todas as lesões dolorosas do ombro de bursite, inclusive uma tendinite. Uma das lesões mais comuns do ombro é a lesão do manguito rotador (grupo de músculos e seus tendões que age para estabilizar o ombro)", informa o médico.

Sintomas e diagnóstico

Mesmo não apresentando sintomas específicos, os mais comuns são dor ao fazer movimento com a área afetada, restrição, ou mesmo limitação do movimento e diminuição da força.
"O paciente que apresentar alguns destes sintomas deve procurar um ortopedista para que sejam feitos exames clínicos por imagens (radiografia, ultrassom e/ou ressonância) para a confirmação do diagnóstico. As estruturas anatômicas de cada pessoa são diferentes e só o médico irá saber diferenciar se o caso trata-se de tendinite ou bursite", aconselha Dr. Carrera.

Tratamento e sequelas

O tratamento clínico é feito com o uso de anti-inflamatórios, repouso e Fisioterapia.
"As bolsas de gelo provocam o estreitamento dos vasos sanguíneos (vasoconstrição), diminuindo as inflamações; enquanto as bolsas quentes aquecem e relaxam a musculatura dos vasos sanguíneos, melhorando a circulação (vasodilatação), e também diminuindo o processo inflamatório," explica o ortopedista.
Imobilizações e fisioterapia também são indicadas para resolver o problema.
"Se após seis meses o tratamento clínico não obtiver resultado, começamos, então, a pensar em cirurgia, utilizando técnicas minimamente invasivas, como é o caso da reparação por artroscopia", conta.
Em casos de rotura do manguito rotador, se o paciente não for diagnosticado e tratado adequadamente, poderá ter sua capacidade funcional de movimento diminuída.

Algumas medidas de prevenção

  • Hidrate-se constantemente: beber bastante líquido ajuda a lubrificar as articulações.
  • Alimente-se bem, principalmente antes de exercícios.
  • Aqueça os músculos: nunca inicie qualquer atividade física sem antes aquecer o corpo.
  • Fortaleça a musculatura antes de começar a praticar qualquer tipo de esporte, principalmente tênis.
  • Reduza os movimentos repetitivos. Caso não seja possível, tente fazer pequenas pausas de uma em uma hora na atividade diária e alongue-se.
  • Se você trabalha em frente ao computador durante muito tempo, utilize teclados e mouse ergonômicos, eles diminuem muito os casos de tendinite.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Fisioterapia em Reabilitação Cardíaca

O programa de Reabilitação Cardiovascular é um conjunto de atividades necessárias para garantir e melhorar a condição física, mental e social das pessoas que possuem algum nível de limitação ou incapacidade funcional relacionada com as doenças cardiovasculares. As doenças como infarto do miocárdio, doenças coronarianas, insuficiência cardíaca, doenças valvares, cardiopatias congênitas e doenças das artérias e veias podem ser tratadas com este tipo de procedimento.

A Fisioterapia é parte integrante e importante nesse processo, pois atua em diferentes fases, e tem como objetivo principal proporcionar o desenvolvimento e a manutenção da capacidade de realizar exercícios físicos. Essas atividades são realizadas pelo Fisioterapeuta Cardiorrespiratório e a intensidade e a frequência dependerá do estado clínico dos pacientes que a realizarão.

O Fisioterapeuta Cardiorrespiratório atua nos hospitais, dentro da unidade de terapia intensiva (UTI), junto aos pacientes que tiveram infarto do miocárdio ou foram submetidos a procedimentos cirúrgicos (“ponte de safena”, angioplastia). Nesses casos o tratamento objetiva prevenir as possíveis complicações do infarto ou da cirurgia e promover a readaptação do paciente às atividades físicas básicas, como as empregadas na locomoção, alimentação e higiene. Quando o paciente vai para a enfermaria são incluídos outras atividades, como os treinos de caminhada, resistência, equilíbrio e alongamento. Tudo é realizado para que o paciente possa retomar suas atividades cotidianas com segurança.  O Fisioterapeuta Cardiorrespiratório também atua em clínicas e ambulatórios


Quando os pacientes saem do hospital, eles são orientados a permanecer realizando o recondicionamento físico em clínicas de fisioterapia ou ambulatórios. Os Fisioterapeutas Cardiorrespiratórios podem, então, realizar diferentes tipos de testes para avaliar a capacidade de realizar estes exercícios físicos. Alguns desses testes são realizados em conjunto com médicos cardiologistas e pneumologistas, e de acordo com os resultados encontrados são elaborados programas individuais de recondicionamento físico para que o paciente alcance seus objetivos de maneira segura e no menor período de tempo possível. No programa de recondicionamento físico são aplicados exercícios físicos do tipo aeróbio, como caminhada, corrida, ciclismo e atividades em piscinas, bem como exercícios de alongamento, fortalecimento muscular, equilíbrio e coordenação, que podem ser realizados individualmente ou em pequenos grupos.

Para complementar as atividades de recondicionamento físico, são programadas atividades educacionais que objetivam a orientação dos pacientes e seus familiares em relação às doenças, aos hábitos de vida e fatores de risco, a inatividade física, o estresse, a alimentação e o hábito de fumar.

O sucesso da REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR depende das mudanças ocorridas nos hábitos de vida e na maior autonomia alcançada pelos pacientes para a realização de atividades físicas. Se as atividades são realizadas de maneira segura e eficaz, os pacientes apresentam uma maior chance de retornar às atividades habituais, sejam elas sociais ou relacionadas ao trabalho.






Referência: 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sutiã usa sensores para detectar câncer de mama

O First Warning Systems é um sutiã esportivo e ‘inteligente’ que está em desenvolvimento para detectar anomalias nos seios, como o câncer de mama.

Dezesseis sensores coloridos e codificados são presos para monitorar a temperatura dos tecidos. Os resultados, então, são divulgados por meio do cruzamento de dados.

O  protótipo foi testado em 650 mulheres e obteve diagnósticos com 90% de precisão. Tratamentos convencionais, como a mamografia, garantem 70% de acerto, segundo o Huffington Post.

"O sistema é capaz não só de identificar anomalias em seus estágios iniciais, mas também a localização geral de anormalidades examinadas em três dimensões", informou a empresa de biotecnologia Lifeline, responsável pela ideia.

Para entrar no mercado, o First Warning Systems depende da aprovação de agências reguladoras. O uso sutiã, destinado a consultórios médicos, está previsto para 2013, inicialmente na Europa.

O câncer de mama é o que mais afeta as mulheres. A cada ano, 1 milhão é detectado com a doença no mundo inteiro, do qual 400 mil morrem.










Fonte: http://olhardigital.uol.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Doutor?


Prezados,

Alerto para os tratamentos reducionistas na Fisioterapia. O enfoque atual oriundo das diretrizes curriculares, que é eminentemente clínico, favorece construções de projetos de intervenção e confere identidade às abordagens
terapêuticas. 

Eletroestimulação com TENS bifásica ou monofásica, modulada ou não, com tempo (t) e frequência (r) é algo bem diferente de "choquinho".
O conhecimento dos mecanismos lesionais ou disfuncionais biomecânicos e cinesiológicos são essenciais para que os Fisioterapeutas assumam o título de tratamento doutor em detrimento do "ft".

O mister do Fisioterapeuta vai muito além de indicações simplórias de recursos em casos a, b ou c. É um processo que envolve diagnóstico, prognóstico, prescrição terapêutica, indução, controle e decisão pela alta do paciente. Ação personalíssima com cada paciente.

O "ft" exaustivamente discutido nesta lista e outros fóruns, é absolutamente inapropriado. O apropriado é o doutor (aquele que é douto; ou seja, detém conhecimentos). Choquinho é coisa de "ft"; eletroestimulação é coisa de "doutor" fisioterapeuta.

Cordialmente,

Dr. Oséas Moura


domingo, 9 de setembro de 2012

A FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a osteoporose é uma doença ósseo-sistêmica, caracterizada por uma diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo com o conseqüente aumento da fragilidade do osso e suscetibilidade de fraturas em presença de traumas de baixa energia ou menor impacto.

 “A osteoporose afeta milhões de brasileiros e leva a aproximadamente 1,5 milhão de fraturas por ano no Brasil e isso está provocando um caos do ponto de vista social, com muitos gastos de tratamento, e em alguns casos até de incapacidade, com diminuição de mão-de-obra também, e a tendência é que essa incidência aumente cada vez mais, devido ao próprio aumento da longevidade”. Presidente Executivo do Congresso Mundial de Osteoporose e Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Osteoporose, Dr. Rubem Lederman.


 A prevalência de osteoporose e a incidência de fraturas variam de acordo com o sexo e a raça. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas. A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida. As medidas preventivas compreendem a ingestão de quantidade adequada de cálcio, exercícios físicos, a correção de hipoestrogenismo e o controle dos fatores que favorecem as fraturas.

A fisioterapia tem uma importância fundamental no tratamento da osteoporose, nos quais se destacam os benefícios cardíaco, respiratório, muscular e ósseo, contribuindo para a melhora da qualidade de vida desses pacientes. O objetivo dos programas de atividade física em indivíduos acometidos de osteoporose não é tanto favorecer a aquisição de massa óssea, mas promover uma melhora no equilíbrio, força muscular, coordenação, condicionamento físico, na amplitude de movimento, diminuição de dor; visando sempre a prevenção de quedas e consequentemente risco de fraturas.

TIPOS DE OSTEOPOROSE

Tipo I ou pós-menopausa: É de alta reabsorção óssea, decorrente de uma atividade osteoclástica acelerada e ocorre entre as idades de 51 e 75 anos, afetando seis vezes mais mulheres do que os homens. É responsável por fraturas no corpo das vértebras (por achatamento) e por fraturas nos antebraços. A osteoporose pós-menopausa ou Tipo I está associada à insuficiência estrogênica do climatério, ou condições que induzem precocemente ao hipoestrogenismo (diminuição de estrógenos).

Tipo II ou senil: A osteoporose deste tipo está ligada à reabsorção óssea normal ou ligeiramente aumentada, associada a uma atividade osteoblástica diminuída, com formação óssea diminuída - a osteoporose senil ou de involução, mais freqüente nas mulheres mais idosas, a partir dos 70 anos, e também no homem.É responsável por fratura, não apenas na coluna vertebral, como também na pelve, ossos longos, costelas, quadril e punho.

SINTOMAS

        A osteoporose é uma doença silenciosa, não apresentando sintomas até que aconteçam as fraturas ósseas. Os ossos que se quebram com maior facilidade são as vértebras, fêmur, costelas e ossos do punho. 

Como consequência das fraturas vertebrais, pode ocorrer diminuição da altura e alterações na postura, que determinam dores nas costas e deformidades da coluna como a corcunda. Algumas pessoas também se queixam de dores nas juntas.

COMPLICAÇÕES

As principais e mais temidas complicações da osteoporose são as fraturas. Quando elas ocorrem nos corpos vertebrais além de dor o paciente pode apresentar alterações da postura como a cifose (corcunda) e desvios laterais da coluna (escoliose). Alguns casos de fratura de fêmur necessitam de tratamento cirúrgico. Isso implica em internação hospitalar, repouso e posteriormente fisioterapia para recuperação dos movimentos.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico precoce faz-se através de uma osteodensitometria de dupla energia radiológica, que permite identificar as categorias e avaliar o risco de fratura. Podem ser feitas, também, avaliações laboratoriais e radiogramas da coluna dorsal e lombar de perfil, para rastrear a presença de deformação vertebral, entre outros exames.

TRATAMENTO

Há diferentes abordagens terapêuticas, consoante a história de fratura e fragilidade, mas normalmente implica tanto medicação como outro tipo de medidas. Nas pessoas mais idosas, institucionalizadas ou com mobilidade reduzida e com propensão para quedas, são equacionados os usos de suplementos de cálcio e de vitamina D, o uso de protetores das ancas e medidas de prevenção das quedas. Uma vez instalada a osteoporose, os tratamentos resultam geralmente em uma redução da perda de massa óssea com pouco ganho real. O tratamento de base para manutenção da massa óssea envolve medicamentos inibidores da reabsorção óssea (estrógeno...), estimuladores da formação óssea (vitamina D) e substancias coadjuvante (cálcio...). A fisioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento da osteoporose, trazendo benefícios para o sistema cardiorespiratório, muscular e ósseo, contribuindo assim para melhora da qualidade de vida desse paciente, em contrapartida a inatividade física é um fator que colabora intensamente para a refração.   

O objetivo da fisioterapia não é tanto favorecer a aquisição de massa óssea, mas promover a melhora no equilíbrio, força muscular, coordenação e condicionamento físico, na amplitude de movimento, diminuição da dor, visando sempre prevenção de quedas e consequentemente risco de fraturas. Os exercícios que podem ser realizados por indivíduos osteoporóticos são: caminhadas por 50 minutos cinco vezes na semana; atividades que envolvam equilíbrio e coordenação; exercícios que envolvam situação de peso; atividades que envolvam a extensão da coluna. Alguns exercícios devem ser evitados como, por exemplo: aeróbica de alto impacto, corrida e salto, uma vez que aumentam o risco de fraturas vertebrais por causa da fragilidade das vértebras; flexão da coluna, porque aumentam as forças de compressão na coluna, aumentam o risco de colapsos vertebrais; atividades que envolvam risco de quedas como: step, caminhada em terrenos irregulares, etc.; movimentos resistidos de fechamento e abertura de quadril, pois nesses movimentos aumenta-se a chance de fraturas proximais do fêmur.


Devido ao aumento da expectativa de vida, e com isso um aumento do número de idosos na população, é de extrema necessidade que os profissionais de saúde estejam preparados a essa nova realidade e que planejem programas de prevenção contra a osteoporose, incluindo campanhas que mostrem a importância da reposição hormonal paras as mulheres pós-menopausa que são as mais acometidas por essa patologia. A Fisioterapia é de suma importância já que esta se trata de uma patologia degenerativa, servindo o acompanhamento fisioterapêutico para minimizar os efeitos degenerativos, melhorando assim, o estilo de vida do paciente.  



Referências:

SOARES, Alberto. Consenso Brasileiro de Osteoporose 2002. Rev Brasileira de Reumatologia – Vol 42 nº 6 – Nov/Dez, 2002.

OLIVEIRA, K.F. Intervenção Fisioterapêutica na Artrose. Disponível em: http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=164&ac=1&id=6. acesso em: 05 set 2012.

2007. CAMPOS, F.S.; COSTA, K.E.; SILVA, B.A.P.; ALVES, T.; MUNIZ, J.W.C. Fisioterapia Aplicada na Osteoporose, Disponivel em: < http://www.wgate.com.br> acesso em: 05 set 2012.





quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ACUPUNTURA NO COMBATE AO TABAGISMO

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorrem, por ano, mais de 10 milhões de mortes no mundo em decorrência do cigarro. O tabaco acarreta doenças vasculares, respiratórias, cânceres, entre outros tipos de problemas. Apesar de terem consciência dos males ocasionados pela nicotina, a maioria dos fumantes não consegue deixar o vício de lado, principalmente por conta dos efeitos da abstinência. E é exatamente nesse ponto que a acupuntura pode fazer toda a diferença na luta contra o tabagismo. “No tratamento, a acupuntura atua com o objetivo de acalmar o paciente, auxiliando-o a passar pelo período de abstinência, a diminuir os efeitos da falta de nicotina e, por fim, a tonificar o pulmão diminuindo os efeitos prejudiciais do fumo e restabelecendo a saúde desse órgão vital”, explica o especialista em terapias orientais e doutor em acupuntura pela Federação Mundial de Acupuntura e Moxabustão (WFAS), Edgar Cantelli Gaspar.


  
TRATAMENTO

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, o cigarro desgasta o pulmão, que é a fonte do nosso vigor. “É ele quem faz a união da energia captada pelo ar que respiramos, com a energia extraída da nossa alimentação, transformando-as em energia aproveitável pelo corpo todo”, esclarece Edgar.

Apesar de tratar o paciente de forma global e de ser uma terapia personalizada, a acupuntura costuma utilizar pontos em comum no tratamento anti-fumo. “Na Medicina Chinesa, para nenhum tratamento existem pontos padronizados que seriam utilizados em todas as sessões. Mas alguns pontos são usados largamente nesse tipo de atendimento, como Shenmen (Coração 7) e Sanyinjiao (Baço-Pâncreas 6) para acalmar a mente, Taiyuan (Pulmão 9) e Chize (Pulmão 5) para recuperar o pulmão e combater os efeitos do cigarro e Qiuxu (Vesícula-Biliar 40) para o paciente superar os períodos de abstinência. Obviamente esses são só alguns exemplos gerais, pois também são utilizados vários outros pontos, além de outras ferramentas, como a auriculoterapia”, comenta Edgar.


Segundo a especialista em terapias alternativas, Silvia Ciola, a auriculoterapia é um dos métodos mais procurados para o tratamento contra vícios. “Mais recentemente ficou popularizada a aurículoacupuntura, aplicação de agulhas na orelha, no tratamento de variados ‘vícios’, graças à propaganda espontânea de ex-dependentes que afirmam que nunca conseguiriam deixá-los se não fosse a acupuntura”, relata.

O grande trunfo da acupuntura no tratamento contra o tabaco é que ela consegue fazer com que o corpo e a mente se reorganizem naturalmente, ajudando o corpo a retornar ao seu estado saudável. No entanto, antes de mais nada, é preciso da força de vontade do paciente. “Apesar de todas as possibilidades terapêuticas, é fundamental que o paciente tenha criado consciência da necessidade de parar de fumar e esteja munido de toda a sua força de vontade, pois qualquer tratamento antitabagismo é um auxiliar a essa decisão, à força de vontade e à iniciativa

ESTUDOS

Associar acupuntura e orientação é eficaz para combater o fumo.

NOVA YORK (Reuters Health) - O uso isolado de aplicações de acupuntura ou de sessões de orientação podem ajudar as pessoas a abandonar o cigarro, mas a adoção das duas estratégias combinadas é mais eficiente ainda, sugere um artigo publicado no American Journal of Public Health.

Ultimamente, as pessoas vêm usando a acupuntura para ajudar a tratar a dependência de uma série de substâncias, do tabaco à heroína. Existem inclusive evidências de que essa técnica milenar chinesa de cura auxilie os fumantes a largar o hábito, mas a qualidade dos estudos feitos anteriormente variou muito.

Para aprofundar a investigação sobre os efeitos da acupuntura, no trabalho atual, os pesquisadores avaliaram 141 fumantes que passaram por aplicações de acupuntura, de uma simulação de acupuntura e que receberam orientação para parar de fumar. O estudo foi coordenado por Ian D. Bier, do I. B. Scientific, empresa sediada em Durham, New Hampshire, que realiza pesquisas sobre medicina natural. Na simulação de acupuntura, as agulhas são inseridas em locais próximos aos pontos tradicionais de acupuntura, mas não nos próprios pontos.

Os pesquisadores separaram os participantes em grupos que receberam: acupuntura e orientação, simulação de acupuntura e orientação, ou somente instruções para parar de fumar. Os voluntários receberam cinco aplicações de acupuntura ou da simulação de acupuntura por semana durante quatro semanas e cinco semanas de orientação.

O programa educativo foi desenhado para desenvolver estratégias individuais que ajudassem as pessoas a lidar com a dependência, a interromper o consumo de cigarros e a continuar sem fumar.

Todos os grupos apresentaram reduções significativas do hábito de fumar após o tratamento. As pessoas que receberam acupuntura e orientação conseguiram os melhores resultados: 40 por cento dos integrantes desse grupo abandonaram o cigarro. O mesmo ocorreu com 22 por cento dos pacientes que receberam simulação de acupuntura e com apenas 10 por cento daqueles que receberam apenas orientação.

Segundo Bier, os resultados da associação entre acupuntura e a orientação foram comparáveis aos obtidos com o uso de medicamentos antidepressivos e terapia comportamental de apoio. Essa tendência se manteve durante os 18 meses de acompanhamento da pesquisa, mas a diferença entre os grupos não permaneceu, comentaram os pesquisadores.

A equipe de Bier constatou que a combinação de acupuntura e orientação foi especialmente eficaz para tratar os voluntários que fumavam havia mais tempo.

"Embora a lógica indique que seria mais fácil ajudar as pessoas que fumaram por menos tempo, o estudo mostrou que as pessoas mais dependentes obtiveram melhores resultados com esse tratamento", disse Bier.


O TABACO E SEUS NÚMEROS
·         10 milhões de mortes ocorrem por ano em todo mundo, por causa do cigarro
·         30% das mortes por câncer são em decorrência do fumo
·         25% das mortes por doenças vasculares são ocasionadas pelo tabaco




Referências:

Tabagismo e acupuntura, disponível em: <http://rcl29.tripod.com> acesso em 05 set 2012
Acupuntura: Uma forte aliada contra o fumo, disponível em: <http://www.nippobrasil.com.br> acesso em 05 set 2012.